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 Assunto da Mensagem: Re: gigantes do brasil
MensagemEnviado: Sexta Fev 05, 2010 17:23:43 
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Leilão do trem-bala deve ocorrer até 2 de maio

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse ontem (4), que o leilão de concessão do projeto do trem-bala, que ligará Rio, São Paulo e Campinas, deverá ocorrer até o dia 2 de maio. Segundo a ministra, o Tribunal de Contas da União (TCU), que está atualmente analisando os documentos que embasam o edital do leilão, deverá concluir sua análise até o dia 17 de fevereiro. Assim, o edital poderia ser publicado no começo de março.

Dilma disse também que as obras do trecho da ferrovia Norte-Sul, que ligará a cidade goiana de Anápolis a Estrela d''Oeste, no interior de São Paulo, serão iniciadas no primeiro semestre de 2010. "E até o fim deste ano, a ferrovia chegará a Anápolis", disse a ministra, durante o balanço do terceiro ano do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

A ministra da Casa Civil defendeu também mudança no orçamento para investimentos com a inclusão de um novo critério de tempo para a execução das obras. Segundo ela, a forma de execução dos investimentos é diferente da dos custeios. Por isso, explicou, o orçamento para investimento deveria ter outra "temporalidade". "Hoje, é impossível executar um orçamento de investimentos no Brasil sem usar restos a pagar", disse.

Dilma Rousseff afirmou que como as obras tem um ritmo e ciclo específicos, não se consegue gastar todo o valor em um ano, o que torna necessária a utilização do instrumento de restos a pagar. "Quanto mais a obra avança, mais vai desaguando os restos a pagar. Por isso que no ano passado usamos mais os restos a pagar que os recursos do orçamento corrente", explicou.

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, lembrou, em função das críticas ao governo sobre o uso de restos a pagar, que o instrumento é uma forma legal de executar os gastos públicos. "O investimento leva mais de um ano para ser executado. É normal que aconteça restos a pagar", defendeu.

Belo Monte

Após meses de pressões para que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) liberasse a licença prévia do projeto da hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), Dilma e o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, fizeram elogios à área ambiental do governo no processo de licenciamento. O documento foi liberado pelo Ibama na segunda-feira passada, abrindo caminho para a realização do leilão da usina.

Dilma chegou a dizer que os R$ 1,5 bilhão que serão necessários para que o futuro empreendedor atenda às exigências feitas pelo Ibama sairiam "baratinho" para o país. "Porque isso vai se refletir na qualidade da usina", disse a ministra. Dilma afirmou que o projeto de Belo Monte foi melhorado pela área ambiental do governo.

Lobão, por sua vez, fez questão de ressaltar "os cuidados que o ministério do Meio Ambiente teve para com o projeto" e defendeu a área ambiental do governo das críticas que vem sendo feitas ao processo de licenciamento. "Ainda abro os jornais e vejo críticas à forma como liberaram a licença", disse Lobão, ressaltando que o Ibama listou 40 exigências "densas e vastas" ao projeto, que serão atendidas com cuidado, segundo ele.

Balanço

O balanço dos três últimos anos do PAC revela que 56% das ações monitoradas pelo Comitê Gestor do PAC estavam em fase de obras em dezembro do ano passado. Esse porcentual refere-se aos valores empregados nos empreendimentos e não inclui saneamento e habitação. Pelo balanço, ainda em referência às 2.471 ações monitoradas, 31% estavam concluídas, enquanto 13% encontravam-se em fase de projeto, licenciamento ou licitação de obras. Em relação à quantidade, 55% das ações monitoradas pelo comitê estavam concluídas ao final do ano passado, ante 32% em fase de obras e 13% em projeto, licenciamento ou licitação.

fonte:revista ferroviaria


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 Assunto da Mensagem: Re: gigantes do brasil
MensagemEnviado: Sexta Fev 05, 2010 17:25:00 
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Ferronorte terá mais 55 km até final de 2010

As obras de expansão da Ferronorte entre Alto Araguaia e Rondonópolis, no Mato Grosso, estão a todo vapor. Com um ritmo de 690 metros de linha construídos por dia, a expectativa é que até o final deste ano, estejam prontos 55 quilômetros de infraestrutura/ superestrutura da nova via. A ferrovia ganhará mais 260 quilômetros em bitola larga até julho de 2012, prazo de conclusão do projeto. As obras foram iniciadas em agosto de 2009.

O diretor de Projetos de Infra-estrutura da ALL, Sildomar Tavares Arruda, explicou que o projeto foi dividido em três segmentos. O primeiro, de 13,2 quilômetros, já está com as obras de infraestrutura concluídas. “Falta somente colocar o trilho”, diz. As obras de infraestrutura da segunda etapa, de 162,5 quilômetros também já foram iniciadas. Já a terceira etapa, de 75,6 quilômetros está em fase de licenciamento ambiental. “O projeto executivo do terceiro segmento está pronto. A previsão é que as obras nesse trecho comecem em outubro deste ano.”

Além da expansão da ferrovia, o projeto conta com a construção de um pátio de cruzamento de 8,2 quilômetros e dois terminais multimodais: um no município de Itiquira e outro em Rondonópolis, no Mato Grosso. “Em julho de 2011, a ALL já deve estar operando no terminal de Itiquira, construído para a movimentação, principalmente de grãos e madeira. Sua capacidade será de 12 mil toneladas/ dia”, afirmou Arruda.

Em meados de 2012, a estimativa é que os dois terminais estejam operando com capacidade de 12 milhões de toneladas/ ano. “Com perspectiva de atingir 25 milhões de toneladas/ ano.” O projeto de expansão da Ferronorte está avaliado em R$ 700 milhões, sendo 90% deste montante financiados pelo BNDES.

fonte:revista ferroviaria


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 Assunto da Mensagem: Re: gigantes do brasil
MensagemEnviado: Segunda Fev 08, 2010 17:50:54 
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China vai disputar leilão do trem-bala

A China decidiu participar da concorrência para o trem de alta velocidade que vai ligar Rio, São Paulo e Campinas e busca empresas brasileiras das áreas de construção e consultoria para integrar seu consórcio. Na semana retrasada, representantes do Congresso e do governo brasileiros estiveram na China para conhecer a malha de trens rápidos do país, que até 2013 será a maior do mundo.

A expectativa do governo é que entrada dos chineses na disputa force a redução dos preços, já que se avalia que a proposta será agressiva. Os representantes de Pequim sustentam que possuem o trem mais barato e rápido do mundo.

O recorde mundial de velocidade média do começo ao fim de uma viagem foi batido em dezembro na nova linha Wuhan-Guangzou, que tem 1.068 km e custou US$ 17 bilhões, segundo o governo chinês. O trem atingiu velocidade média de 313 km/h, comparada com os 280 km/h do recorde anterior, do TGV francês. Mas o pico máximo de velocidade continua a ser dos franceses, que chegaram a 574,8 km/h em 2007.

O trem rápido brasileiro terá 510,8 quilômetros e será uma das obras mais caras da história do Brasil, com investimento estimado em R$ 34,6 bilhões - o equivalente a US$ 19,2 bilhões, a um câmbio de R$ 1,80. A velocidade terá de ser entre 300 km/h e 350 km/h.

O Ministério das Ferrovias da China criou um grupo de trabalho para coordenar a participação na concorrência, a primeira do tipo que o país disputará. A equipe é comandada por Wang Xiaozhou, que esteve no Brasil em novembro e em 22 de janeiro se reuniu em Pequim com o embaixador brasileiro na China, Clodoaldo Hugueney.

Em entrevista ao Estado, o embaixador disse que os chineses pretendem fazer outra visita ao Brasil "em breve". Pelo cronograma de Brasília, o edital da licitação será publicado em fevereiro e o vencedor da disputa será conhecido em maio.

A China vai enfrentar veteranos na tecnologia de trens rápidos, como Japão, França e Alemanha. Os japoneses começaram a construir seu trem-bala nos anos 60 e hoje têm uma malha de 2.500 km. O TGV francês, fabricado pela Alstom, foi lançado em 1981 e atualmente percorre 2.000 km no país.

Apesar de terem entrado mais tarde no setor, os chineses avançam em velocidade recorde. Até 2013, o país deverá adicionar à sua malha de alta velocidade cerca de 7.000 km para trens que andam a 350 km/h. No total, serão 13.000 km de trilhos com capacidade para velocidade igual ou superior a 200 km/h, número que supera a soma da malha do mesmo tipo existente no resto do planeta.

Em um momento de escassez de crédito mundial, os chineses têm financiamento doméstico farto e barato. O crédito deverá ser garantido pelo Banco de Desenvolvimento da China, o mesmo que emprestou US$ 10 bilhões à Petrobrás no ano passado. Além da instituição financeira, o consórcio chinês deverá participar do Ministério das Ferrovias, de empresas fabricantes de vagões e produtores de equipamentos ferroviários.

A comitiva que esteve na China era integrada por sete parlamentares - liderados pelo presidente da Comissão de Viação e Transportes da Câmara, Jaime Martins (PR-MG) -, o secretário de Política Nacional de Transportes, Marcelo Perrupato, o diretor geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, o superintendente da área de estruturação de novos projetos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Henrique Amarante Pinto, o presidente do Metrô do Rio, José Gustavo de Souza Costa, e dirigentes de construtoras.

O grupo se reuniu com o ministro das Ferrovias, Liu Zhijun, visitou fabricantes de vagões e locomotivas, participou de seminários e experimentou duas das três linhas com velocidade de 350 km/h: Pequim-Tianjin e Wuhan-Guangzou. A comitiva também conheceu o Maglev, trem de tecnologia alemã que se move por impulso eletromagnético a 430 km/h, mas não tem viabilidade comercial.

Hugueney lembrou que o setor ferroviário foi o mais beneficiado pelo pacote do governo chinês de novembro de 2008. Só no ano passado foram investidos US$ 146 bilhões, cifra que deverá ser repetida em 2010. O planejamento de Pequim prevê expansão da malha ferroviária de 50% até 2020, passando de 80 mil para 120 mil quilômetros. Os 40 mil quilômetros adicionais superam o tamanho atual das ferrovias brasileiras, de 30 mil quilômetros.

fonte:revista ferroviaria


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 Assunto da Mensagem: Re: gigantes do brasil
MensagemEnviado: Segunda Fev 08, 2010 17:53:24 
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O retorno dos bondes modernos

Quase 200 anos depois do surgimento dos primeiros bondes, em Nova York, e quase um século após a Light ver rejeitada a sua proposta de construção de três linhas de metrô em São Paulo, prefeitos de várias cidades brasileiras tentam agora reequilibrar a rede de transporte urbano de passageiros que, desde a década de 20, priorizou o sistema rodoviário. Prefeitos mostram-se dispostos a instalar mais de 700 quilômetros de trilhos em seus municípios, por onde circularão Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs), trens urbanos, metrôs leves e pesados.

Hoje, a participação do transporte metroferroviário de passageiros nas cidades brasileiras não chega a 10%. Existem, em todo o País, 15 sistemas metroferroviários, que transportam 1,2 bilhão de passageiros anualmente. Os ônibus metropolitanos e urbanos transportam 20 bilhões de pessoas no ano. Nos últimos dez anos, no entanto, a demanda dos sistemas ferroviários urbanos aumentou em mais de 30%, enquanto os ônibus urbanos perderam esse mesmo porcentual de passageiros pagantes.

Ao anunciar o PAC da Mobilidade Urbana, composto por 47 projetos para melhorar a infraestrutura aeroportuária, de transporte e de hotelaria nas 12 cidades que sediarão os jogos da Copa do Mundo de 2014, o ministro das Cidades afirmou que 30% do investimento total será destinado aos projetos de transporte sobre trilhos. O governo federal destinará R$ 7,68 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aos novos sistemas de transporte, reforma de aeroportos e melhoria da rede hoteleira, o que, com as contrapartidas dos governos municipais e estaduais, somará R$ 11,48 bilhões.

Diante do alto custo de instalação do metrô e das dificuldades para adotar o Bus Rapid Transit (BRT) - sistema de ônibus baseado em corredores exclusivos, livres de cruzamentos e outras interferências, a maior parte dos prefeitos voltou seus olhos para os VLTs. Levantamento realizado pela reportagem do Estado mostrou que 13 das 27 capitais brasileiras têm projetos de instalação desses bondes modernos, de 40 metros de comprimento e capacidade para transportar entre 15 mil e 35 mil passageiros por hora. Outras cidades menores, do sul ao norte do País, também estudam a adoção do modelo.

Especialistas em transporte urbano de passageiros alertam para a necessidade de planejar detalhadamente a instalação desses sistemas para que não acabem sucateados como ocorreu com a iniciativa pioneira - e eleitoreira - de Campinas, no interior paulista.

São projetos que, de fato, têm um grande apelo eleitoral, mas também exigem um alto investimento inicial. Assim, só devem ser aprovados quando, efetivamente, oferecerem uma boa relação custo-benefício, ou seja, quando melhoram indiscutivelmente a qualidade do serviço prestado à população. Nas cidades que sediarão jogos da Copa, há um fator extra a ser observado: é preciso concentrar investimentos em projetos que trarão benefícios aos passageiros, mesmo após a realização do campeonato.

Em São Paulo, por exemplo, será investido R$ 1,08 bilhão na Linha Ouro do monotrilho que ligará o Aeroporto de Congonhas ao Morumbi - uma obra de óbvio impacto para o mundial. No entanto, é necessário que sejam planejadas obras complementares de integração da linha com outros modais para que esse meio de transporte seja plenamente utilizado pelos passageiros dos bairros próximos depois de 2014. Ou será mais um grande empreendimento público levando nada a lugar nenhum.

Bem planejados, os projetos de transporte urbano sobre trilhos podem produzir resultados socioeconômicos e ambientais que, em pouco tempo, garantam o retorno do investimento. Se eficazes no atendimento dos passageiros, permitem a redução do número de automóveis nas ruas e, consequentemente, do índice de acidentes, do gasto de combustível e da manutenção das vias, do tempo das viagens e da poluição atmosférica e sonora.

Evidentemente, os projetos existentes nas principais cidades não são suficientes para resolver a questão do transporte público urbano no País, mas representam um bom início.

fonte:revista ferroviaria


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 Assunto da Mensagem: Re: gigantes do brasil
MensagemEnviado: Segunda Fev 08, 2010 18:24:53 
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Codesp lança edital de mergulhão

A Companhia Docas do Estado de São Paulo publicou hoje (8) o edital do projeto-executivo da passagem subterrânea que irá segregar o trânsito ferroviário e rodoviário no Valongo, no Porto de Santos (SP). Conhecido como mergulhão, o projeto é o último que faltava ser licitado para eliminar as interferências rodoferroviárias no cais santista. Ele será construído em frente aos armazéns 1 ao 8 do Valongo, de forma que os trens circularão na parte superior e os veículos na inferior da estrutura.

Vencerá a licitação a empresa ou consórcio que fizer a melhor oferta. A abertura das propostas será no dia 29 de março, às 10h, na sede da Codesp.

O primeiro gargalo eliminado foi o do Paquetá, próximo aos terminais açucareiros, cuja entrega final da obra acontecerá ainda este mês. O outro, na Praça da Santa, em frente ao terminal de passageiros (Concais), já está licitado e as obras devem iniciar em abril.

fonte:revista ferroviaria


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 Assunto da Mensagem: Re: gigantes do brasil
MensagemEnviado: Terça Fev 09, 2010 13:51:16 
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Governo deve investir R$ 70 bi na ferrovia

O governo federal pretende investir R$ 74 bilhões até 2015, através do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) em transporte ferroviário, ampliando a malha de 28 mil km para 35 mil km. Além disso, até 2023, o investimento em projetos do setor deve chegar a 150 bilhões, mais da metade do previsto para todo o transporte brasileiro.

“As ferrovias foram deixadas de lado e, por isso, não acompanharam o ritmo de crescimento do país”, analisa Paulo Sérgio Passos, secretário-executivo do Ministério dos Transportes. Se comparado a países emergentes, o Brasil tem menos da metade das estradas de ferro que a China e seis vezes a menos que a Índia.

O objetivo do governo é fazer das vias férreas o principal meio de transporte de cargas do país. Hoje, as rodovias representam 58% do total, contra 21% das estradas de ferro. O transporte por trilhos pode ser até 30% mais barato e muito mais eficiente do que por estradas asfaltadas, já que em apenas um vagão é possível carregar quase dez vezes mais do que num caminhão.

Confira alguns números do transporte ferroviário no país:

- R$ 74 bilhões devem ser investidos pelo PAC até 2015, ampliando a malha ferroviária de 28 mil km para 35 mil km.

- Até 2023, R$ 150 bilhões devem ser investidos em projetos do setor por meio do Plano Nacional de Logística e Transporte (PNLT), mais da metade dos 290 bilhões previstos para o transporte brasileiro.

- Com isso, o transporte ferroviário poderá voltar a ser o principal do Brasil, com 35%, contra 30% do transporte rodoviário. Hoje essa proporção é de 58% para 21%.

- Dos 28 mil km de estradas de ferro, 3 mil km estão plenamente ocupados, 7 mil km estão abaixo da capacidade e 18 mil km estão subutilizados.

- Projetos visando a ampliação de 17 mil km de estradas de ferro já estão em fase de estudo, enquanto 5 mil km já estão em andamento ou entram em licitação nos próximos meses.

- O transporte por trilhos é mais barato (até 30%) e eficiente (cada vagão carrega quase dez vezes mais do que um caminhão) do que pelas estradas.

- Proporcionalmente, o Brasil tem menos da metade de km de estradas de ferro do que a China, seis vezes menos do que a Índia e sete vezes menos do que os EUA.

fonte:revista ferroviaria


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 Assunto da Mensagem: Re: gigantes do brasil
MensagemEnviado: Terça Fev 09, 2010 13:52:19 
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Norte-Sul chega ao Tocantins em outubro

Os trilhos da Ferrovia Norte-Sul chegarão à Capital tocantinense em outubro, paralelamente à finalização das obras estruturais da Plataforma Multimodal Porto Nacional/Palmas. Em dezembro estará concluído o trecho até a divisa com o Estado de Goiás.

Assim estará completo o traçado da obra em solo tocantinense, de 853 km, o maior entre os Estados beneficiados pela obra. As informações são do gerente do Departamento Comercial e Logística da Ferrovia Norte Sul/Valec, Matheus Maurício Ramos.

Os trilhos já chegaram ao Rio Tabocão, no município de Fortaleza do Tabocão, a 153 km de Palmas. Estão finalizados 51% dos trabalhos entre a plataforma de Porto Nacional/Palmas até o Córrego Jabuti, com 99,8 km, com previsão de término em julho deste ano. Entre o Córrego Jabuti e o Córrego Chicote, numa extensão de 211,7 km, as obras já foram iniciadas, devendo estar concluídas até outubro. No trecho entre o Córrego Chicote/TO e o Rio Canabrava/GO, 12,49% dos 65,8 km estão concluídos e a entrega será em julho 2010.

O gerente do Departamento Comercial e Logística da Ferrovia Norte Sul no Tocantins confirmou que as operações no Pátio de Colinas, com destino ao Porto de Itaqui, em São Luís do Maranhão, serão iniciadas em março com o transporte de soja. Matheus Maurício Ramos disse que o pátio de Porto Nacional/Palmas, com aproximadamente 5,5 km, é o maior em toda a extensão da ferrovia com diversos lotes destinados à movimentação de grãos, contêineres, carga geral, fertilizantes e combustíveis. O maior lote da plataforma, em torno de 120 mil metros quadrados destinado a movimentação de combustível, foi adquirido pela Petrobras para a instalação de um centro de distribuição.

Números divulgados pela Valec Engenharia, Construções e Ferrovia S/A mostram que desde 2003 foram construídos 356 quilômetros de trilhos e que mais 1003 quilômetros serão entregues este ano. Até outubro 2009 as obras geraram 4.377 empregos diretos e 13 mil indiretos. Este ano, até abril, o número de empregos diretos deve atingir 16.638 postos diretos e mais de 50 mil indiretos.

O Pátio de Aguiarnópolis aguarda a chegada das empresas Granol – Grãos e Óleos Vegetais, Votorantim, Pipes Navegação, Mac Logística e Cabotagem e Combitans Amazônica Logística. O pátio de Araguaína está pronto para a instalação da Granel Química, Nacional Asfalto, Alesat Combustíveis, Login, Frigorífico Minerva, Global Combustíveis, Rodoposto Eldorado, Voetur Cargas, Transporto, Biogreen Combustíveis e Cotril.

A Plataforma de Colinas está pronta para receber instalações da Fertilizantes Tocantins, Nova Agri, Lider Armazens e Login e outras empresas; em Guaraí devem se estabelecer inicialmente a Bunge Açúcar e Álcool S.A. e a Petróleo Tabocão. Na Plataforma Multimodal e Palmas já declararam intenção de se estabelecer as empresas BR Distribuidora, Premium, Global, Petrolíder, Petróleo Federal, Nacional Asfalto, Bunge, Cargil, Granule, Louis Dreyfus Commodities, South American Soy, Argentina Negocios de Granos, Ceagro, Fertilizantes Tocantins, Fertipar, Login, Mac Logística e Cabotagem e Combitans Amazônica.

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 Assunto da Mensagem: Re: gigantes do brasil
MensagemEnviado: Terça Fev 09, 2010 13:53:52 
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Obras do VLT Brasília estão a todo vapor

As obras para implantação do primeiro VLT moderno da América Latina estão em andamento na capital. Está em construção um novo viaduto que ligará o Setor Policial Sul à W3 Sul e do Centro de Manutenção do VLT (próximo à estação Terminal Asa Sul do Metrô DF). O viaduto visa melhorar o trânsito no local e permitir a passagem do Metrô Leve da W3 para o Terminal Asa Sul do Metrô. Durante a obra serão plantadas mais de 18 mil árvores do cerrado como compensação ambiental.

Em 2008, através da licitação organizada pelo GDF, o consórcio formado pela líder Alstom e as empresas Via Engenharia, Mendes Júnior e TCBR foi o vencedor. Atualmente, o governo do Distrito Federal está guardando a assinatura do contrato de financiamento com a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) para custear a primeira parte do trecho a ser construído (Terminal Asa Sul – Setor Comercial Norte). A linha 1, que compreende três trechos, tem o custo estimado de R$ 1,5 bilhão. A primeira etapa – Trecho 2 – custará R$ 780 milhões, sendo R$ 400 milhões financiados pela AFD.

O projeto de construção do VLT de Brasília prevê 22 quilômetros de linha e 25 estações, com uma frota de 39 veículos. A expectativa é que o Metrô Leve, como também é chamado, transporte de 180 a 200 mil passageiros/ dia. Os investimentos previstos são da ordem de R$ 1,3 bilhão, com 50% a serem obtidos com a agência Francesa de Desenvolvimento, 40% negociados com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e 10% através de recursos próprios do governo local. A conclusão das obras está prevista para 2013. Este ano serão iniciados os estudos básicos para implantação da Linha 2 do VLT no Plano Piloto, que ligará o Memorial JK à Praça dos Três Poderes.

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 Assunto da Mensagem: Re: gigantes do brasil
MensagemEnviado: Terça Fev 09, 2010 13:55:03 
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Vale iniciará testes com simulador de trens

A Vale inicia em março, no Centro de Excelência em Logística (CEL), em Vitória (ES), os testes com o mais moderno simulador de operação de trens do mundo, desenvolvido em parceria com a Escola Politécnica da USP. O equipamento possibilita a reprodução fiel das malhas ferroviárias da Vale em tecnologia 3D e recebeu investimentos da ordem de R$ 2,5 milhões. O objetivo é treinar maquinistas com uma tecnologia de ponta totalmente brasileira, que resultará em mais segurança nas operações, economia de combustível e redução de desgaste das locomotivas e vagões.

O simulador de realidade virtual vai reproduzir as malhas das estradas de ferro Vitória a Minas (EFVM), Carajás (EFC), Norte Sul (FNS) e Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) que, juntas, somam mais de 10 mil quilômetros de linha. A imagem produzida em 3D é capaz de mostrar o comportamento do trem, ao longo de todo o trajeto de uma ferrovia, sob diferentes condições climáticas, como sol, neblina e chuva. Por meio de um sistema de georreferenciamento, o simulador também pode criar diferentes malhas ferroviárias, que não existem, e projetar situações de risco como, por exemplo, animais cruzando a linha do trem durante a noite.

O simulador tem funcionalidades inovadoras, como a leitura de dados georreferenciados (latitude e longitude) que permite determinar, por meio da visão em 3D, todas as características topográficas do relevo da malha ferroviária, como curvas acentuadas e desníveis. "O software será instalado em cabines de treinamento, que são a reprodução de uma cabine de locomotiva modelo Dash 9, e simulará os trens em movimento", diz Gustavo Mucci, gerente geral de Inovação e Desenvolvimento Ferroviário. O simulador considera também, em um ambiente de realidade virtual, todas as características de um trem, como aderência da roda ao trilho, eficiência da frenagem, de tração e do freio dinâmico, tempo de percurso, consumo de combustível e procedimentos de segurança. "Os maquinistas estarão expostos a situações reais de operação", completa Mucci.

Nos últimos 8 anos, a Vale investiu R$ 9,5 milhões em tecnologia de simuladores e, em 2010, deve investir mais R$ 1 milhão no aperfeiçoamento dos módulos do novo simulador. A previsão é de que, a partir do segundo semestre, sejam instaladas cerca de 24 cabines de treinamento no Centro de Excelência em Logística (CEL), em Vitória (ES), em São Luís (MA) e também ao longo da FCA, em unidades móveis de treinamento da Valer, a área de educação da Vale. Cerca de 540 maquinistas serão treinados ainda este ano.

A tecnologia utilizada no simulador permite que a supervisão do treinamento seja via internet, ou seja, um supervisor pode controlar, simultaneamente, mais de uma área de treinamento em local remoto. Durante os dois anos de desenvolvimento do simulador, todos os sistemas importados foram substituídos por programas desenvolvidos no país. "Os códigos utilizados no simulador de trem foram desenvolvidos no Brasil, o que acaba com a dependência dos sistemas importados. Tanto a Vale quanto a USP acumularam muito conhecimento na área, principalmente no que se refere ao comportamento dinâmico do trem. A experiência agora pode ser replicada em outras áreas da companhia.", afirma Roberto Spinola Barbosa, professor e pesquisador da Escola Politécnica da USP.

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 Assunto da Mensagem: Re: gigantes do brasil
MensagemEnviado: Quarta Fev 10, 2010 18:54:23 
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Metrô Rio vai operar 24h no carnaval

O Metrô vai funcionar ininterruptamente durante o carnaval. No feriadão, 31 estações das linhas 1 e 2 estarão abertas das 5h do próximo sábado até as 23h de terça-feira, reabrindo novamente às 5h da quarta-feira de cinzas. Só estarão fechadas as estações Catete, Presidente Vargas e Maracanã, por causa do baixo movimento. Nelas, as atividades serão encerradas à meia-noite de sábado e reabertas às 5h da quarta-feira de cinzas. A concessionária Metrô Rio informa que a conexão Pavuna-Botafogo não vai operar durante o feriadão para que possam ser agilizadas as obras da estação Cidade Nova. Os trens da Linha 2 vão circular de Pavuna a Estácio, onde os passageiros poderão fazer a transferência para a Linha 1.

Os foliões que compraram ingressos para os setores ímpares ou desfilarão nas escolas que se concentram próximo ao edifício Balança Mas não Cai devem descer na Estação Central. Já os que ficarão nos setores pares do sambódromo ou vão desfilar nas escolas que ficam concentradas ao lado do prédio dos Correios devem saltar na Estação Praça Onze.

A empresa informa, ainda, que as linhas de extensão e integração com os ônibus circularão no horário normal de funcionamento e não funcionarão durante a madrugada. A linha Metrô Na Superfície, que normalmente sai da estação de Ipanema/General Osório em direção à Gávea, e o Barra Expresso partirão excepcionalmente da estação Siqueira Campos durante todo o feriado, respeitando determinação da prefeitura.

As linhas 696A e 634A (Del Castilho /Fundão) não vão circular entre os dias 13 e 17 de fevereiro, voltando a operar a partir da quinta-feira, dia 18. Já os ônibus 401A e 401B (Estácio/Rio Comprido) não circulam entre os dias 13 e 16 e voltam a funcionar a partir de meio-dia de quarta-feira, 17.

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MensagemEnviado: Quarta Fev 10, 2010 18:55:45 
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Belo Horizonte deve implantar monotrilho

Nem prolongamento do metrô, nem Veículo Leve sobre Trilho (VLT). A estação Vilarinho, na Região de Venda Nova, em Belo Horizonte, deverá ser ligada ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na região metropolitana, por uma linha de monotrilho. Meio de transporte ferroviário sobre trilhos suspensos por pilares, a aproximadamente 15 metros de altura, o monotrilho é muito comum nos Estados Unidos, Japão, China e alguns países europeus, como a Alemanha. Mas o ramal que terá de 22 a 30 quilômetros de extensão, passando pela Cidade Administrativa, no Bairro Serra Verde, poderá ser o único a funcionar no Brasil. O pioneiro, de seis quilômetros, foi criado em Poços de Caldas, no Sul de Minas, mas está desativado.

A construção do ramal está sendo analisada pelo consórcio espanhol Iberinsa-Spim, que assinou um convênio com o governador Aécio Neves (PSDB) em 20 de janeiro e vai investir 310 mil euros – cerca de R$ 1 milhão – no estudo de viabilidade social, econômica e ambiental do planejamento do Vetor Norte da capital, onde foi erguida a Cidade Administrativa, nova sede do governo. De acordo com o secretário de estado de Assuntos Internacionais, Luiz Antônio Athayde, tudo indica que o monotrilho seja a opção mais viável para o trecho, por causa do custo, bem menor do que o de metrô e VLT. “Achamos que o metrô, de superfície ou subterrâneo, é uma opção muito cara. Portanto, faz mais sentido, e de fato começou a ser feito um estudo nessa linha, a criação do monotrilho.”

Previsto para ser concluído em nove meses, contados a partir da data em que o convênio foi assinado, o estudo dos espanhóis vai apontar qual o recurso financeiro necessário para a construção do trecho ferroviário, o traçado e onde ficarão as plataformas de embarque e desembarque, que serão no memo nível do trilho. De acordo com Paulo Tarso Resende, especialista em transporte e coordenador do Departamento de Infraestrutura e Logística da Fundação Dom Cabral, um quilômetro de monotrilho custa pouco mais de R$ 8 milhões, quatro vezes menos que o mesmo trecho de VLT, orçado em R$ 33 milhões. Já um quilômetro de metrô sai por R$ 99 milhões.

“O monotrilho nada mais é do que uma adaptação do VLT, porém, menos complexo, pois exige uma estrutura menor, semelhante ao antigo sistema de bondes, o que barateia seu custo. Ele tem uma cara futurista, com jeitão de trem bala, mas é apenas a evolução do antigo sistema de trens urbanos”, explicou o especialista. Ele ressalta que, por ser suspenso, os pilares podem ser colocados em rodovias e largas avenidas, com o trilho seguindo o mesmo traçado do sistema de transporte rodoviário, sem causar problemas ao trânsito. “Isso é um indicativo de que o ramal para Confins poderá passar pela MG-010, sem a necessidade de desapropriações, baixando ainda mais o custo.”

Resende afirma que o monotrilho tem a mesma capacidade do metrô para transportar passageiros: 250 pessoas por carro da composição. A velocidade média, no entanto, é de 45 quilômetros por hora, enquanto o metrô anda a 65 quilômetros por hora. “Os Estados Unidos usam muito o monorial, como em Las Vegas e Miami, assim como na Ásia e Europa. Está sendo uma escolha acertada criarem o ramal para atender essa parte da Região Metropolitana de Belo Horizonte”, disse Resende.

Enquanto o monotrilho não sai, sete linhas de ônibus criadas para atender as 20 mil pessoas – sendo 16 mil servidores – que passarão diariamente pela Cidade Administrativa começam a rodar da capital para a nova sede do governo no dia 18. A secretária de estado de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena, dará mais detalhes nesta segunda-feira sobre o sistema de transporte para a nova sede do governo.

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 Assunto da Mensagem: Re: gigantes do brasil
MensagemEnviado: Quarta Fev 10, 2010 18:57:28 
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As deficiências da infraestrutura brasileira

Na década de 1950 - enquanto o poeta popular dizia: "Rio, cidade que me seduz, de dia falta água e de noite falta luz" - o Brasil esperava o apoio desinteressado norte-americano para recuperar e ampliar a infraestrutura anterior à II Guerra Mundial. Afinal, fomos aliados contra o Eixo e acreditávamos que o Plano Marshall utilizado para reconstrução europeia teria uma versão brasileira, que jamais surgiu.

Os americanos participaram da Comissão Mista Brasil-EUA, que seria a formuladora da versão brasileira da nova infraestrutura. A Guerra Fria esquentou e o episódio da Coreia sepultou qualquer ajuda. A recomendação norte-americana foi que o Brasil abrisse sua economia ao investimento estrangeiro.

Em matéria de infraestrutura, o Brasil adquiriu as antigas concessões ferroviárias e portuárias inglesas, antiquadas e depredadas ao longo da Grande Depressão dos anos 30 e da ausência de investimento estrangeiro. Gastamos nossas reservas comprando ferro-velho e recuperando as concessões para o Estado Nacional. O filé mignon da eletricidade permaneceu em mãos estrangeiras. O governo brasileiro criou o Fundo Nacional de Eletrificação, organizou a primeira estatal federal do setor (a Chesf), fundou o BNDES, criou o monopólio estatal do petróleo (Petrobras). Surgiram instrumentos públicos sobre soberania do Estado e o Brasil enfrentou com investimento estatal as lacunas do binômio energia/transporte, à época denunciados pela poesia popular e considerados, corretamente, os pontos de estrangulamento do desenvolvimento brasileiro.

Para evitar a descontinuidade fiscal, foram criados impostos vinculados aos diversos setores de infraestrutura. Para o transporte, houve a opção rodoviária - modulável, flexível e, na ocasião, mais acessível - que apontava para o sonho da indústria automobilística própria. Em energia, além do petróleo e da pesquisa pioneira com energia atômica, houve a correta opção pela hidreletricidade. A união dos governos estaduais instalou empresas estatais geradoras, transmissoras e distribuidoras de energia elétrica. Ao final desse processo, já no regime militar, foram desapropriadas as últimas concessionárias estrangeiras.

O Brasil cresceu, do pós-guerra até o início dos anos 80, 7% ao ano. Foi estrangulado pela hiperinflação dos anos 80, em que reconstruiu o Estado de Direito e mergulhou na estagnação. Nos anos 90, o Brasil aderiu ao Consenso de Washington. Nas décadas anteriores, sempre foi permitido o investimento direto estrangeiro em atividades produtivas não estratégicas para a soberania nacional, mas com a adesão ao Consenso de Washington o Brasil mergulhou no neoliberalismo, removeu o adjetivo de estratégico da infraestrutura, recomendou sua privatização e incentivou a desnacionalização.

O capital privado estrangeiro sempre foi atraído pelo crescimento de nosso mercado interno e pelas externalidades criadas pelo investimento público em infraestrutura. Mas o sistema de financiamento público para infraestrutura foi desmontado pelo neoliberalismo. Prevaleceu o objetivo da estabilização e o Brasil passou a vegetar em um medíocre crescimento, nos anos 90, apenas superior, no Novo Mundo, ao do paupérrimo Haiti. Todas as empresas federais foram privatizadas.

Tivemos, em passado recente, a mais baixa tarifa elétrica do mundo. O preço da eletricidade, entretanto, cresceu muito acima da inflação. Hoje, é uma das mais elevadas e o mix para ajudar as exportações eletro-intensivas é descarregado no consumidor interno. Os apagões se multiplicam e há o abandono à prioridade hidrelétrica; com a intimidação ecologista, as usinas em construção serão praticamente a fio d´água e sem eclusas. À termeletricidade é reservada a complementação em momentos críticos. Nos próximos quatro anos, a expansão da oferta será termelétrica, que é poluente e mais cara.

Aliás, com a privatização, tem sido um padrão o encarecimento das tarifas. Mesmo no setor que os neoliberais festejam, a tarifa do celular no Brasil é a segunda mais cara do mundo, de acordo com a consultoria Bernstein Research Corporation. A brasileira é quatro vezes a norte-americana. Viva a privatização! Do bolso do povão para a lucratividade das concessionárias.

O monopólio estatal do petróleo foi quebrado, mas o neoliberalismo não conseguiu privatizar a Petrobras. A empresa chegou ao pré-sal e tem liderança tecnológica e capacidade de financiar seus projetos. Foi mutilada em sua integridade, porém está recuperando o controle da petroquímica. Pela Petrobras está sendo reativada a construção naval brasileira e temos a esperança de que venha a ser recuperado o sistema portuário, a navegação de cabotagem e a fluvial.

O Brasil tem hoje apenas 29 mil quilômetros de linhas ferroviárias dedicadas ao transporte de carga. O segmento é dominado por cinco grupos, que detêm 11 concessões ferroviárias. Transportam petróleo e derivados, carvão, soja e minérios (ferro e outros). Hoje, a ferrovia transporta apenas 13% das cargas na matriz logística; modestamente, o Brasil pretende dobrar a participação até 2025. Em 1958, tínhamos 39 mil quilômetros de ferrovias. A ANTF sonha que o Brasil chegue em 2015 a 35 mil quilômetros e a 40 mil em 2020. O Brasil tem uma área territorial um pouco menor que EUA, Canadá e China, porém nossa malha ferroviária é cerca de 1/9 da americana, 40% menor que a do Canadá e 64% menor que a chinesa. As ferrovias de integração caminham devagar. Estão em construção ligações leste-oeste entre Bahia e Tocantins e, no eixo norte-sul, entre Palmas e Estrela do Oeste (SP). O Brasil necessita interligar com a ferrovia suas macrorregiões e, com os países vizinhos, chegar ao Pacífico. Apesar de repousarmos em movimentação rodoviária, nossa rede de rodovias pavimentadas é muitas vezes menor que a dos países-baleia; é três vezes menor que a russa e sete vezes menor que a indu. Transportamos por caminhões em rodovias pavimentadas mal conservadas e rodovias sem pavimentação. É extremamente modesta a proposta governamental para a infraestrutura.

Insistimos no neoliberalismo. Além da anunciada privatização dos aeroportos, ampliação das concessões rodoviárias, acolhimento das restrições "ecológicas" nas novas usinas hidrelétricas, em vez de reforçar a Valec como operadora ferroviária estatal. O governo estuda uma nova modelagem ferroviária aberta a qualquer operador que não os cinco grupos atuais. Novas licitações seriam para construção, manutenção e controle de tráfego, porém o novo concessionário não poderia operar a via permanente. O governo quer "aumentar a competitividade" e pretende criar a figura do operador independente. No setor elétrico, uma pseudo-economia de mercado faz com que o Brasil viva uma brutal tarifa elétrica.

Enquanto isso, a China, que não é boba, faz das suas: a China Investment Corporation (CIC), maior fundo soberano do governo chinês, adquiriu meio milhão de ADRs da Vale, na Bolsa de Nova York. Por acaso, o Banco Morgan Stanley, que detém a maior parcela de ações da Vale no exterior, recebeu 1,8 bilhão. O Morgan controla os gestores Black Rock e Teck Resources, especializados em mineração. Com o minério de ferro da Vale e coque chinês, derrama aço na Argentina. A Vale, com o sonho da globalização, namora os navios chineses. Ao invés de investir no exterior, a Vale deveria estar acelerando a malha ferroviária nacional.

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 Assunto da Mensagem: Re: gigantes do brasil
MensagemEnviado: Quarta Fev 10, 2010 18:58:38 
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Empresários defendem o VLT

Desde o dia 27 de janeiro o governo do Distrito Federal e o Ministério Público travam um embate a respeito da construção do veículo leve sobre trilhos, o VLT. Isso porque o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) determinou naquela data a imediata suspensão das obras e dos processos de empréstimos entre o GDF e a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) e com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Além disso, a verba destinada às empresas que iniciaram a construção do projeto haviam sido bloqueados. A liminar ainda estabelecia multa diária no valor de R$100 mil podendo chegar até R$50 milhões, caso a decisão da Justiça não seja cumprida.

A justificativa do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) para o pedido de suspensão da obra era de que o edital de pré-qualificação e contrato da obra eram ilegais, pois segundo a promotoria a concorrência pública foi iniciada antes do projeto básico ter sido concluído. A ação civil pública proposta pelo MP alegava que o projeto do VLT não tinha previsão orçamentária no Plano Plurianual (PPA) deste ano.

Para o secretário de Transportes, Alberto Fraga, a decisão do Ministério Público foi precipitada e impensada. "O Ministério Público agiu precipitadamente. Ele alegou que a obra não tinha projeto básico, o que não era verdade. O projeto básico estava concluído, embora na fase de pré-qualificação não fosse obrigatório. Ele é obrigatório somente na fase de licitação", argumentou. Ainda de acordo com Fraga a decisão do Ministério Público por mais que tivesse razão não deveria ter sido tão radical.

"A decisão de suspender a obra não deveria ser uma suspensão temporária, não teve sentido solicitar a suspensão definitiva. Por mais que o Ministério Público esteja zelando pela legalidade, nós do Governo de forma alguma vamos agir na ilegalidade em uma obra de tamanha importância para a cidade", defende o secretário.

No entanto, na segunda-feira (2), o Tribunal de Justiça voltou atrás da decisão de paralisar as obras e os processos de empréstimos. Segundo a decisão do tribunal, a retomada da construção do VLT visa evitar reflexos negativos em projetos que visam a melhoria do transporte para a população do DF. Assim o trabalho do governo se volta agora para a conscientização de que a obra trará benefícios para a cidade.

Empresários desejam revitalização da W3

Inicialmente os empresários da Avenida W3 ficaram decepcionados com a decisão da Justiça. Para eles, a construção do VLT é a chance de retomada do comércio da região. "Nós, comerciantes estamos contrariados com a decisão do Tribunal de Justiça. O VLT veio para valorizar nosso comércio. Enxergamos nessa obra a chance de ver a retomada das atividades comerciais dessa região esquecida pela população", defende Hely Walter Couto, empresário.

Pioneiro de Brasília, Hely mora na cidade há 52 anos e durante sete anos foi prefeito da Avenida W3. É considerado um dos comerciantes mais antigos da região atuando na avenida há exatos 50 anos, onde na classe empresarial ocupou diversos cargos, sendo o último presidente do Sindivarejista.Segundo ele, a paralisação da obra está diretamente ligada a situação do governador. "A situação do governador Arruda não deve interferir nas obras que beneficiarão a cidade. As lideranças empresariais devem tomar uma posição a favor de Brasília. Pois, o governador está sendo massacrado pela mídia sem condições de defesa. Se existe falhas estas devem ser apuradas pelos órgãos competentes e não pela Justiça", opina.

A mais de 10 anos o empresário vem lutando pela revitalização da W3. Uma sugestão do empresário para que isso aconteça seria a construção de uma praça luminosa para servir de lazer para a população que mora ali. "A W3 merece um local de lazer para adultos e crianças assim como para os turistas que vêm conhecer nossa cidade", sugere Hely.

De acordo com a administradora de Brasília, Eliana Klarmann, a construção do VLT beneficiará não só a região da W3, mas a população como um todo do Distrito Federal. "Brasília já está sofrendo por causa dos engarrafamentos, por melhor que tenha sido o planejamento, e como toda a cidade encontra transtornos por conta disso. É importante que a gente tenha um transporte coletivo de massa que atenda a população. E que esse transporte ofereça qualidade para que aqueles que têm carro possam deixar seu veículo em casa e utilize o sistema de transporte", observa.

Para a administradora a resistência em cima da construção do VLT é natural e que a aceitação de uma obra de tamanha importância ocorra de forma gradativa. "Existe sempre uma resistência muito grande das pessoas por conta de projetos gigantescos que possam mudar a realidade da cidade. Mas a medida que o transporte vai se mostrando eficiente as pessoas vão começar a aderir a ideia", aposta Eliana Klarmann.

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 Assunto da Mensagem: Re: gigantes do brasil
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FCA e Louis Dreyfus fecham contrato

O bom momento vivido pelo setor logístico no mercado brasileiro, mesmo diante de uma crise econômica vivida no ano passado, também é refletido pela empresa Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), controlada pela Vale, que assinou contrato para transporte de 1,5 milhão de toneladas de grãos pelo período de três anos com a empresa Louis Dreyfus Commodities (LDC).

A parceria faz parte do plano de capacitação que a empresa desenvolveu para que as linhas recebam mais volumes de grãos. Projetamos este plano de capacitação do sistema no ano passado, e agora começamos a desenvolvê-lo. A ideia é ampliar ainda mais a capacidade de movimentação de carga por ferrovia, comentou ao DCI o gerente comercial da FCA, André Ravara.

O acordo irá representar aumento de 120% do volume transportado pela FCA para a Dreyfus, e 10% da capacidade total de movimentação de grãos da empresa, que ampliou pela primeira vez a extensão do contrato com um cliente.

No ano passado, a empresa movimentou 210 mil toneladas de grãos, e este ano, com a parceria, a previsão passa para 525 mil toneladas, das quais 425 mil toneladas serão captadas nos Estados de Mato Grosso e de Goiás e embarcadas na ferrovia nos terminais mineiros de Araguari e de Uberlândia.

Os outros 100 mil serão captados na região de Pirapora (MG) e embarcados no Terminal Intermodal local (TIP), inaugurado pela Vale e pela FCA no ano passado, com investimentos de R$ 300 milhões. Ravara também comentou: Recuperamos este trecho que estava abandonado, e à medida que o governo federal disponibilizar mais trechos, com certeza analisaremos, afirmou ele.

A Louis Dreyfus Commodities usará espaço de armazenagem da Vale no Porto de Tubarão, em Vitória (ES), de onde a carga segue para o exterior. De janeiro a setembro de 2009 a FCA contabilizou a movimentação de 4 milhões de toneladas de granéis, 17% a mais que no mesmo período de 2008.

A empresa possui mais de 8 mil quilômetros de extensão de ferrovia e abrange sete estados brasileiros. A frota conta com cerca de 500 locomotivas e 12 mil vagões. Além de grãos, a FCA transporta combustíveis, açúcar, cimento e produtos siderúrgicos.Representamos um importante corredor logístico que conecta as Regiões Sudeste e Nordeste do País, destacou Ravara.

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MensagemEnviado: Quarta Fev 10, 2010 19:01:06 
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Trens do Metrô DF serão entregues em maio

Os 12 trens de quatro carros encomendados à Alstom pelo Metrô de Brasília já estão em processo avançado de produção na fábrica da Lapa, em São Paulo. A previsão é que em maio deste ano o primeiro TUE seja entregue à operadora. Em maio de 2011, 32 trens de quatro carros já estarão circulando pelas linhas de Brasília (20 da frota atual e mais 12 zero quilômetro). O custo da aquisição é de R$ 325 milhões (sendo R$ 260 milhões financiados pelo BNDES e o restante investidos pelo GDF).

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MensagemEnviado: Quinta Fev 11, 2010 18:51:02 
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Trilhos da Norte-Sul, enfim, chegam a Goiás

Quase 22 anos depois de seu lançamento, os primeiros trilhos e dormentes da Ferrovia Norte-Sul em território goiano começaram a ser montados na semana passada.As obras foram iniciadas, simultaneamente, em quatro trechos: entre Anápolis e Ouro Verde, entre Jaraguá e Santa Isabel, e próximo a Uruaçu e Porangatu. A ferrovia vai ligar Anápolis ao porto de Itaquí, no Maranhão, e terá 2.200 quilômetros de extensão.

Em Goiás, haverá cinco pontos de transposição de mercadorias: Anápolis, Jaraguá, Santa Isabel, Uruaçu e Porangatu.

O presidente da Valec Engenharia - empresa estatal responsável pelas obras -, José Francisco das Neves (Juquinha), garantiu que no prazo de três meses estarão concluídos os primeiros 120 quilômetros da ferrovia, do total de 516 que vão cortar Goiás.

Ontem, no quilômetro zero da ferrovia, próximo a Anápolis, 30 operários da Camargo Corrêa faziam a montagem dos trilhos e dos dormentes. Mas o engenheiro Wagner Magalhães, da Camargo Corrêa, garantiu que, nos próximos dias, as obras serão aceleradas e haverá seis frentes de trabalho, com 180 pessoas. A previsão é de que sejam montados 480 metros de trilhos por dia com dormentes, numa distância de 32 centímetros um do outro.

Além do trecho entre Anápolis e Ouro Verde, as obras de montagem de trilhos e dormentes também são realizadas nos trechos entre Jaraguá e Santa Isabel e nas proximidades das cidades de Uruaçu e de Porangatu. "Agora, a obra não para mais em Goiás e no Tocantins", garantiu.

Juquinha anunciou, também, que vai inaugurar, junto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, todo o trecho de 516 quilômetros da ferrovia Norte-Sul em Goiás até dezembro próximo e que vai colocá-lo para operar, transportando mercadorias diversas, até julho de 2011.

De acordo com ele, seis empresas trabalham em oito frentes de obras em quatro trechos, onde estão sendo colocados os trilhos e dormentes. São elas: Queiroz Galvão, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, SPA, Constran e Tiisa.

Os trilhos que estão sendo colocados na ferrovia em Goiás foram importados da China. Até o momento, foram adquiridos 40 mil toneladas de trilhos, de um total de 100 mil toneladas. Já os dormentes de concreto são fabricados por uma empresa localizada no município de Jaraguá.

Agora, garantiu Juquinha das Neves, não haverá mais atrasos no cronograma de construção da Ferrovia Norte-Sul em territórios goiano e tocantinense. "Em dezembro vamos entregar os 1.359 quilômetros da ferrovia, dos quais 516 em Goiás, construídos no governo Lula", reafirmou.

De Anápolis até o porto de Itaqui, no Maranhão, a Ferrovia Norte-Sul terá 2.200 quilômetros. Em Goiás e Tocantins, são 1.359 quilômetros, orçados em R$ 3 bilhões, que estão dentro do orçamento da Valec Engenharia.

Além do trecho ligando Anápolis a Itaqui, o presidente da Valec anuncia que a Ferrovia Norte-Sul terá outro trecho de 670 quilômetros. Ele vai ligar Ouro Verde, próximo a Anápolis, ao município de Estrela do Oeste, em São Paulo, passando pelo Sudoeste goiano. "Em maio já vamos iniciar essa obra", garantiu.

Hoje, Juquinha das Neves e o vice-governador Ademir Menezes visitarão os quatro trechos, nos quais são feitas as montagens das grades dos trilhos da Ferrovia Norte-Sul, em Goiás.

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 Assunto da Mensagem: Re: gigantes do brasil
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MRS ultrapassa EFVM em TU

A MRS ficou no topo da lista entre as operadoras que mais transportaram em toneladas úteis em 2009. De janeiro a dezembro do ano passado, a ferrovia que tem como principal produto o minério de ferro, movimentou 111,2 milhões de toneladas úteis, contra 104,3 milhões de TU transportados pela EFVM no mesmo período. Os dados são da ANTT.

Considerada até então como a maior ferrovia do Brasil em termos de volume de carga, a EFVM sentiu drasticamente a crise financeira mundial que eclodiu no final de 2008. A ferrovia, que transporta predominantemente minério de ferro para exportação, foi afetada pelo impacto da situação internacional. Embora 2009 tenha sido um ano de recuperação, a EFVM transportou de janeiro a dezembro um volume em TU 22,3% menor comparado ao que foi movimentado em 2008.

Na comparação 2008/ 2009, a MRS também registrou redução de 7,2% no volume de transporte, causada pelos resultados apresentados nos primeiros seis meses do ano. No entanto, sua operação em 2009 foi marcada por recordes na movimentação. Em setembro de 2009, pela primeira vez desde início da crise mundial, a MRS voltou a registrar crescimento no transporte de minério de ferro. Não só crescimento como recorde histórico. Chegou a 11,5 milhões de toneladas no mês, 4,6 % a mais do que no mesmo período do ano passado, segundo dados da ANTT. Medido em TKU, o crescimento foi de 5,2 %. Para uma ferrovia que, em meados do ano, amargou quedas de 29 % em TU e TKU em relação a 2008, foi uma indicação importante de que a crise do mercado internacional de minério tinha chegado ao fim.

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Metrô Rio vai operar o trecho Ipanema-Barra

O presidente do Metrô Rio, José Gustavo de Souza Costa, afirmou nesta quinta-feira (11) que a empresa deverá assinar daqui a duas semanas um contrato com o consórcio Rio Barra para se tornar o responsável pela operação do trecho entre Ipanema e Barra. Pelo contrato, o Metrô Rio será apenas o operador e não um dos investidores do projeto. “É possível que o Metrô Rio se torne investidor, mas isso ainda está sendo negociado”, disse.

A estratégia evitaria a contratação de outra operadora, já que as empresas do consórcio Rio Barra são formadas basicamente por construtoras, sem experiência na operação do sistema. A entrada de outra operadora na nova linha acarretaria mais custo, pois seria necessária a construção de mais um centro de controle e a aquisição de equipamentos necessários à operação.

O consórcio Rio Barra será responsável pelas obras do trecho entre General Osório e Jardim Oceânico. Licitado desde 1998, o consórcio sofreu no último ano algumas alterações, com a entrada da Odebrecht, Carioca, Cowan e Servix, que se juntaram à Queiroz Galvão, único remanescente da antiga formação do grupo. Medidas que possibilitaram, sem questionamentos jurídicos, a mudança do trajeto da linha, que antes seguiria por Botafogo até chegar à Barra, a uma tarifa de R$ 6,40.

O novo trajeto contará com uma estação no Jardim Oceânico, na Barra, uma em São Conrado, uma na Gávea, uma ou duas no Leblon e uma nova na Praça Nossa Senhora da Paz (Ipanema). A tarifa deverá ser a mesma praticada, hoje, no Metrô Rio (de R$ 2,80). As obras, segundo já anunciado pelo governo do estado, deverão começar em maio deste ano na Barra.

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 Assunto da Mensagem: Re: gigantes do brasil
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PAC 2 prevê 11 mil km de ferrovias até 2020

A segunda versão do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC 2) está em fase final de ajustes no governo e deverá conter investimentos planejados para até 2020. Entre seus principais destaques estarão projetos do setor de transportes, principalmente hidrovias e ferrovias, para apoiar a produção agropecuária e industrial. O Valor teve acesso ao projeto mais avançado de investimentos que deverão ser feitos para expandir a malha ferroviária dos atuais 29 mil quilômetros para 40 mil km até 2020. Desse total, 35 mil km já deverão estar prontos em 2015.

Essas projeções incluem também projetos previstos, e não realizados, no primeiro PAC, que deverão ser acelerados para que as licitações sejam feitas ainda neste ano. O orçamento total de ferrovias no PAC 2 ainda não está delimitado, mas, se considerado o preço médio de US$ 1 milhão por quilômetro de ferrovia, até 2020 seriam US$ 11 bilhões investidos, ou quase R$ 21 bilhões.

O projeto prevê uma interligação entre os principais ramais do país e, destes, com os diferentes portos. Além dos portos de Pecém (CE) e Suape (PE), onde chegará a Nova Transnordestina até 2012, haverá também ligações para o porto de Barcarena (PA), pela Norte-Sul, e até o porto de Rio Grande (RS), pela Ferrosul. A expansão da Ferrosul é uma das principais novidades do PAC 2.

As novas ferrovias deverão ser feitas em bitola larga. Onde houver ligação com ramais de bitola estreita, serão feitas três linhas sobre os trilhos, de forma que, pela mesma infraestrutura, possam circular tanto locomotivas e vagões de bitola larga, quanto de estreita, para otimizar o uso da malha. Exemplo desse uso deverá ser adotado no corredor Ferrosul, de Panorama (SP) até o porto do Rio Grande, passando por Guarapuava (PR).

Também há previsão para execução da ferrovia de Dionísio Cerqueira (SC) ao porto de Itajaí (SC), passando por Chapecó. O projeto é conhecido como Ferrovia do Frango, por causa da produção granjeira, que se estende de leste a oeste do Estado. Por Itajaí, perpendicularmente à linha do Frango, passará a Ferrovia Litorânea, que contornará a costa de Santa Catarina, entre Araquari e Imbituba. Em Chapecó, haverá a conexão entre a Ferrovia do Frango e a Ferrosul.

Na região Sul, o PAC 2 prevê também uma nova linha que chegará ao porto de Paranaguá partindo de Guarapuava. Seria uma segunda descida para o porto, com o objetivo de desafogar a já existente. Com a maior interconexão entre as ferrovias nacionais, prevê-se fluxo mais intenso nos entroncamentos que chegam aos portos.

O desenho das ferrovias no novo programa traz também uma linha de bitola larga entre Ipatinga (MG) e Uruaçu (GO), passando por Brasília, de onde sai um ramal em direção a Anápolis (GO). Em Ipatinga, a linha conecta-se aos trilhos da Estrada de Ferro Vitória Minas (EFVM) e, em Anápolis e Uruaçu, conecta-se à Norte-Sul. Será um acesso mais rápido para exportar a produção de grãos do Centro-Oeste, principalmente soja, pelo porto de Tubarão (ES). Em Uruaçu chegará também uma nova linha que parte de Vilhena (RO) e passa por Sorriso (MT), outra região de produção agrícola.

O PAC 2, porém, deverá deixar para um segundo momento algumas das grandes obras projetadas para o sistema ferroviário. O corredor Bioceânico, que sairá de Rondonópolis, passando por Porto Velho (RO) e Rio Branco (AC) até a fronteira da Bolívia, onde chegaria até o Pacífico, não deverá ter prazos específicos na nova edição do programa. Também a linha que liga Cuiabá (MT) a Santarém (PA) e a expansão da Ferroeste até Foz do Iguaçu (PR) ficariam sem previsão.

Até a definição final do PAC 2, ainda discutido na Casa Civil e ministérios, há probabilidade maior de que obras incluídas sejam retiradas do que as desconsideradas sejam inseridas, segundo pessoa próxima às discussões.

O planejamento do PAC 2, de chegar a 40 mil km de linhas férreas em 2020 deverá colocar o sistema logístico brasileiro em nível mais próximo do de outros países de dimensões continentais. Hoje, os EUA têm cerca de 280 mil km de ferrovias e a China tem 86 mil km. A China, porém, tem em curso um plano para expandir a malha para 125 mil km até 2015.

O crescimento da malha ferroviária brasileira poderá vir acompanhado por um novo modelo para o setor, que se assemelharia ao rodoviário. Nesse plano, concebido na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e no Ministério dos Transportes, os concessionários da infraestrutura dos novos trilhos não terão direito à exclusividade sobre os vagões e locomotivas que circularem sobre eles. Pelo modelo considerado, uma empresa poderia trazer seu comboio de determinada região para desembarcar em qualquer porto onde os trilhos possam levá-la, pagando direitos de passagem aos concessionários das linhas. Dessa forma, seria estimulada a concorrência entre os concessionários dos trilhos e também entre os porto, como ocorre na Espanha.

fonte:revista ferroviaria


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 Assunto da Mensagem: Re: gigantes do brasil
MensagemEnviado: Terça Fev 16, 2010 18:15:41 
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 Assunto da Mensagem: Re: gigantes do brasil
MensagemEnviado: Quinta Fev 18, 2010 20:33:04 
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ALL inicia transporte de areia em SP

A América Latina Logística (ALL) passou a olhar a movimentação de areia por ferrovia como uma oportunidade de negócio. Desde 2007 a empresa fazia transportes eventuais do produto, mas fechou contrato no fim do ano passado com o grupo Sobase, dono da Minermix Mineração e da Concrebase, para levar 25 mil toneladas por mês de areia do interior de São Paulo até a capital. Outros dois contratos estão sendo negociados com as empresas Pedrasil e AB Areias, para o transporte de volumes semelhantes.

Faltam detalhes para o fechamento [dos novos contratos], explica o gerente da unidade de produtos industrializados da ALL, Alonso Fernandes Bee. Com os novos contratos, a empresa planeja transportar por mês quase o mesmo volume que registrou em todo o ano de 2008 - foram 113 mil toneladas naquele ano e 228 mil toneladas em 2009. A meta é 100 mil toneladas por mês, diz o gerente, sendo 75 mil toneladas garantidas pelos três contratos e o restante pela movimentação de carga spot ou novos clientes.

Segundo Bee, antes de comprar a Brasil Ferrovias - em maio de 2006 - a ALL não transportava areia a granel para a construção civil e entrou no ramo timidamente, mas agora o olho brilhou. Com a expectativa de aumento no consumo de areia por causa de uma série de incentivos para a construção e para obras, a empresa ferroviária planeja conquistar mais clientes e abrir novas rotas no transporte do produto.

Para atender a Minermix, cujo contrato é de cinco anos, renovável por igual período, será feito um investimento de R$ 2 milhões, em parceria, para a reforma de 41 vagões e melhorias em vias permanentes e locomotivas. Outros investimentos serão necessários após a assinatura de outros contratos em negociação.

A ALL vai carregar a areia em uma estação em Pirambóia (SP) e a carga seguirá cerca de 200 quilômetros até o pátio de Presidente Altino, no Jaguaré, em São Paulo. De lá, será transportada por caminhões até o novo destino. De acordo com o gerente, com o transporte por ferrovia o custo com logística diminui de 10% a 20%, dependendo do tamanho do trecho em que será usado transporte rodoviário.

Edson Pechio, sócio da Minermix, contou que a estação ferroviária fica perto da mineradora e que o grupo Sobase quer ampliar o uso de ferrovia nos seus negócios. Estamos estudando mandar pedra britada de trem para São Paulo, também, contou o empresário. Segundo Pechio, antes eram enviadas 100 carretas com areia por dia para São Paulo, volume que agora deverá cair pela metade com o início do uso dos trens da ALL.

fonte:revista ferroviaria


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 Assunto da Mensagem: Re: gigantes do brasil
MensagemEnviado: Quinta Fev 18, 2010 20:34:12 
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Bertin associa-se a coreanos para disputar TAV

O vice-presidente do grupo que leva seu nome, Reinaldo Bertin estava até a semana passada do outro lado do mundo visitando seus possíveis novos sócios em uma empreitada totalmente nova para a empresa: a disputa pelo trem-bala no Brasil. Mais conhecido por seus abatedouros e frigoríficos, o grupo pode associar-se a nomes como Samsung e Hyundai para assumir a função de líder brasileiro no consórcio coreano para o trem de alta velocidade (TAV).

Com uma receita anual de cerca de R$ 8 bilhões, o grupo Bertin atua na área de infraestrutura por meio da construtora Contern; da Cibe, dona de concessões rodoviárias, saneamento e energia; e da Gaia Energia, criada em 2008 para disputar leilões de geração. Juntas, as empresas de infraestrutura e construção do grupo faturaram cerca de R$ 1,4 bilhão em 2009.

A dianteira da disputa ficará a cargo da construtora do grupo, que atua principalmente na construção de pequenas usinas hidrelétricas (PCHs), em obras na área de saneamento e rodovias. Antigo representante da Camargo Corrêa na Argentina, o presidente da Contern, Antônio Kelson, diz que caso o consórcio saia vencedor, a construtora deverá assumir a responsabilidade pela construção de parte da linha do trem-bala.

Além da Contern, compõem o grupo responsável pela parte civil da obra já comprometidos com os coreanos outras empresas de engenharia brasileiras de menor porte e duas estrangeiras - uma empresa italiana especializada na construção de túneis e a Iecsa, maior empreiteira da Argentina, vencedora da licitação para a construção do TAV Buenos Aires-Córdoba, junto com a Alston.

A parte civil do projeto é estimada em 71% dos R$ 34,6 bilhões do projeto - em cinco anos de obra, isso significará uma demanda anual de R$ 4,9 bilhões em obras. Depois disso, o grupo Bertin entra como sócio na concessão, lançada com prazo de 40 anos. Pelos cálculos apresentados pelo governo, nesse período a receita obtida com o trem será de R$ 171 bilhões.

Os sócios coreanos, além de fornecerem os sistemas e o material rodante, deverão assumir uma parte das obras do trem-bala. A Samsung Engineering & Construction tem uma divisão internacional e está interessada em participar das obras do trem bala - mas será uma participação moderada, provavelmente limitada a 20% do empreendimento. O material rodante e os sistemas elétricos ficarão a cargo da Hyundai, proprietária da fábrica de trens Rotten, que produz KTX, o trem-bala local. Outras empresas coreanas fornecerão sistemas de informática, comunicação e sinalização.

Caso o consórcio coreano assuma o contrato no formato delineado até agora, será um caso raro de uma grande obra no Brasil ser tocada sem participação de nomes mais conhecidos do mercado de construção pesada no país. Designado pelo governo coreano para liderar o projeto, Daniel Suh diz que as conversas com grandes empreiteiras não prosperaram. Os grupos mais tradicionais, diz, estão interessados na obra, mas nem tão propensos em serem sócios da concessão - apesar da escala do empreendimento, o projeto ainda enfrenta debates no setor privado quanto à sua rentabilidade.

fonte:revista ferroviaria


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 Assunto da Mensagem: Re: gigantes do brasil
MensagemEnviado: Sexta Fev 19, 2010 16:44:37 
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Transnordestina terá 70% da obra concluída

A ferrovia Transnordestina – que ligará centros produtivos do semiárido nordestino aos portos de Supae (PE) e Pecém (CE) – deverá ter até 70% da obra concluída neste ano. A conclusão está prevista para 2011.

A informação foi dada hoje (18) pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, que acredita que a construção da ferrovia entrará num ritmo mais veloz este ano.

A obra terá extensão de 1.730 quilômetros e ligará os estados do Ceará, Pernambuco e Piauí. Seu custo está estimado em R$ 5,4 bilhões. O BNDES acompanha a obra, participando de um comitê criado pelos investidores para fiscalizá-la.

“Já há toda uma contratação de construtoras, todo o equacionamento de fontes de recursos. E o que se espera é ver deslanchar várias frentes de construção, de maneira a acelerar o projeto ao longo de 2010”, disse Coutinho.

A expectativa é que a obra resulte na criação de até 7 mil empregos diretos.

fonte:revista ferroviaria


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 Assunto da Mensagem: Re: gigantes do brasil
MensagemEnviado: Sexta Fev 19, 2010 16:46:00 
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Expresso Tiradentes recebe 4 propostas

Quatro consórcios apresentaram ontem (18) propostas para o projeto, fabricação, fornecimento e implantação do monotrilho no prolongamento da Linha 2 (Verde) do Metrô de São Paulo, conhecido como Expresso Tiradentes. São eles: Expresso Monotrilho Leste; Monotrilho Tiradentes; Prolongamento Linha 2 Verde; e Metropolitano.

O consórcio Expresso Monotrilho Leste é composto pela Queiroz Galvão, OAS, Bombardier Brasil e Bombardier Transport. O Monotriho Tiradentes tem como membros Odebrecht, Carmargo Correa, Mitsubishi e Hitachi. O consórcio Prolongamento Linha 2 Verde conta com a Andrade Gutierrez, CR Almeida e a Scomi. Já o Metropolitano é formado pela Delta, EIT e Intamin.

Os documentos de habilitação serão avaliados pelo Metrô para saber se atendem as especificações previstas em edital e em seguida serão abertas as propostas comerciais. A expectativa é que o contrato com a vencedora esteja assinado até o mês de maio e que as obras iniciem ainda do primeiro semestre de 2010.

O projeto do monotrilho que ligará a Vila Prudente a Cidade Tiradentes está orçado em R$ 2,8 bilhões, terá 23,8 km de extensão, 17 estações em elevado e 54 trens com tração elétrica e sustentação por pneus. A demanda prevista é de 48 mil passageiros por hora sentido.

fonte:revista ferroviaria


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 Assunto da Mensagem: Re: gigantes do brasil
MensagemEnviado: Sexta Fev 19, 2010 17:41:17 
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